Espiritualidade

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Ordem da Santa Cruz foi fundada no ano de 1210 pelo Beato Teodoro de Celes e seus companheiros.

Segundo as tradições, Teodoro participou de uma das cruzadas para a retomada de Jerusalém. Esta experiência o fez tomar mais contato com as tradições da Cruz de Cristo. Teodoro, até então cônego na Catedral de Liége, retira-se com seus companheiros e inicia uma experiência de vida mais radical, baseada nos valores evangélicos, na autêntica vida fraterna e numa vida de oração em comum.

 


 

 


O nome Crúzios se deriva do francês Croises, ou seja, os assinalados com a cruz. Na Inglaterra medieval, Crúzios eram conhecidos como os frades Crutched (cruzados). A designação refere-se à cruz e à espiritualidade da Ordem. A festa principal dos Crúzios, a Exaltação da Cruz, reflete uma espiritualidade centrada na cruz triunfal de Cristo, o Senhor glorificado. Uma marca distintiva dos Crúzios é a cruz vermelho e branco, usada no escapulário de nosso hábito religioso.


A história da Ordem pode ser dividida em três períodos. O primeiro período ou medieval era um crescimento surpreendente. Beato Teodoro e quatro companheiros vieram de Liège na Bélgica, e formaram uma comunidade em um lugar perto da cidade de Huy chamado Clairlieu. Eles não tinham a ideia de estabelecer uma ordem religiosa. Sua missão era uma vida de oração litúrgica e pastoral, seguindo a tradição canônica e não o estritamente monástica. Eles adotaram a Regra de Santo Agostinho. Logo, outras comunidades foram criadas, servindo muitas igrejas por toda a Europa. Eles trabalhavam na acolhida e hospedagem para os viajantes e aqueles em peregrinação. Outros prioratos foram fundados na França (Paris e Toulouse), na região da atual Alemanha (Colônia), e na Inglaterra (Londres), assim como os Países Baixos.

 

 

O segundo período da história da Ordem foi precedido por uma reforma iniciada no Capítulo Geral de 1410. Esta reforma, influenciada por um movimento espiritual chamado a devotio moderna, foi liderada pelo convento de Santa Ágata, na Holanda e foi caracterizada por uma espiritualidade muito pessoal e devocional.
Enquanto a casa em Huy permaneceu a casa-mãe, Santa Ágata se tornou o centro espiritual de uma Ordem reformada e revitalizada.
O coração da Ordem, na Alemanha e nos Países Baixos foi profundamente afetado pela Reforma Protestante. De acordo com Henrique VIII, todas as casas na Inglaterra, foram fechadas. Mais tarde, no final do século dezoito, a Revolução Francesa e as reformas napoleônicas reduziram ainda mais o número de Crúzios.

 

No início de 1800, apenas dois prioratos permaneceram, Santa Ágata e outro em Uden, ambos na Holanda. Em 1840, quatro Crúzios idosos eram tudo o que restava, pois as autoridades civis os tinham proibido de aceitar novos membros.
A época moderna começa em 1840, quando a lei que proibia novos membros foi revogada, e um número surpreendente de membros ingressou na Ordem, alguns deles sacerdotes diocesanos que se sentiam chamados à vida religiosa. Henrique van de Wijmelenberg foi um dos que se juntou neste momento. Em breve, este foi apontado como o superior dos Crúzios e, em seguida, em 1841, como Mestre Geral da Ordem. Ele começou a restabelecer casas na Bélgica e na Holanda e até mesmo nas terras missionárias.
Depois de sete séculos de uma história agitada, a Ordem foi enviada em missão para além da Europa. Comunidades foram fundadas nos Estados Unidos, Indonésia, Congo, e em 1934 aqui no Brasil.

No Brasil, os três primeiros Crúzios desembarcaram em Belém do Pará, em terras amazônicas encontraram muitos desafios, incluindo doenças e a morte de um membro da comunidade. Perseveraram, fundaram a paróquia da Santa Cruz em Belém, e em 1948 deram um passo significativo ao ir para o sudeste do Brasil. Com o grande número de vocações na Holanda, fundaram comunidades e começaram a servir nas cidades de Juiz de Fora, Belo Horizonte, Campo Belo, Leopoldina, e Rio de Janeiro. Os padres holandeses deram um testemunho magnífico de trabalho e dedicação ao povo brasileiro. Foram grandes evangelizadores e construtores de bons cidadãos, através dos trabalho sociais. Por onde os Crúzios passaram deixaram uma marca de serviço e amor ao Reino de Deus e ao povo. Hoje depois de 75 anos de Brasil, com poucas novas vocações os Crúzios no Brasil estão presentes apenas em Campo Belo e Belo Horizonte.